Coisas que penso enquanto trabalho...
Abro a janela de nova mensagem, como se escrevesse um e-mail. Estou no trabalho, mas a cabeça está cada vez mais afastada desse ambiente de tarefas e atividades rotineiras. Já tomei minha xícara de café e li as notícias do dia. Chequei os e-mails, respondi a alguns deles. Depois de fazer essas coisas de todos os dias, penso que queria estar na minha casa, tomando mais uma xícara de café, ouvindo música, olhando o céu pela minha varandinha. Abro a janela de nova mensagem e começo a escrever, finalmente, depois de tantos dias lendo e gestando as palavras dentro da minha cabeça. Assim mesmo, como quem simula escrever um e-mail. Não posso mais esperar.
Desde o fim de 2017 eu sinto que tenho tanto a dizer. Mas falta tempo. E falta coragem pra deixar as palavras emergirem desse pântano que viraram meus sentimentos. A mente vai muito bem. Cheia de projetos, mais produtiva do que nunca. Porém, quer cada vez menos pensar no sentir e sentir no pensar. Tornou-se uma tarefa diária afastar toda e qualquer possibilidade de sentir.
Mas ultimamente tem sido difícil guardar também. Me sinto cada dia mais à flor da pele. Tento escrever um texto sobre gênero e comércio internacional. Que tema interessante. Quantas reflexões tem me proporcionado. Há um tempo atrás eu pensava que ser mulher era um fardo. Hoje eu me sinto cada vez mais mulher. Forte. Guerreira. Que bonito viver esse desabrochar.
Me sinto ansiosa esses dias. A cabeça dói, no ouvido há um zumbido insistente. Às vezes chego a pensar que vai me enlouquecer. Mas amanhã de manhã vou ao médico, tentar saber se o zumbido é resultado de todas essas frases e sentimentos que eu guardo dentro de mim. Estou preocupada, pois acho que não cabe mais nada. E temo demais o momento em que começarem a sair descontroladas. Por isso, acho que preciso escrever.
Mas sei que será aos poucos. Quero deixar que o assunto me escolha e não que eu tenha de escolher o que dizer. Quero deixar fluir pelos meus dedos o que vem direto de dentro. Por ora, sinto que começar já foi um passo importante. Escrevi sobre a necessidade de falar, sem ter dito nada. E já começo a me sentir mais leve. Amanhã tem mais.
Me sinto ansiosa esses dias. A cabeça dói, no ouvido há um zumbido insistente. Às vezes chego a pensar que vai me enlouquecer. Mas amanhã de manhã vou ao médico, tentar saber se o zumbido é resultado de todas essas frases e sentimentos que eu guardo dentro de mim. Estou preocupada, pois acho que não cabe mais nada. E temo demais o momento em que começarem a sair descontroladas. Por isso, acho que preciso escrever.
Mas sei que será aos poucos. Quero deixar que o assunto me escolha e não que eu tenha de escolher o que dizer. Quero deixar fluir pelos meus dedos o que vem direto de dentro. Por ora, sinto que começar já foi um passo importante. Escrevi sobre a necessidade de falar, sem ter dito nada. E já começo a me sentir mais leve. Amanhã tem mais.
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