Decidi que preciso escrever impressões.

A de hoje é sobre você...

Eu não saberia dizer qual foi o momento exato em que tomei a decisão de te deixar pra trás. Tampouco sei dizer os motivos. Posso até elencar algumas desculpas que usei para me fortalecer e levar adiante. Sei apenas que precisei. Sim, você entendeu bem: eu precisei te deixar.

Precisei te deixar pra mostrar que eu sou capaz de tomar decisões por mim mesma. E não nego que tenha sido também pra te mostrar que eu consigo. Só eu sei o quanto me custou pra forjar o início desse "novo eu". É, eu sou uma farsa.

Fiz-me forte, superada, pronta para seguir em frente. E assim fui por algum tempo. Hoje já não sei dizer se me mantenho.

Mas não descarto a imensa importância desse momento. Eu me permiti ser alguém sem você. Te condenei àquele canto do passado em que se escolhe não mais remexer. Te deixei ali sem nem olhar. E não olhei pra não me deixar levar pelo seu braço que encostaria no meu. Seu olhar que me convenceria do seu carinho inestimável. Pra evitar que dormíssemos inocentemente juntos na minha cama e, ao primeiro raio de luz que conseguisse penetrar a escuridão atemporal do quarto, lá estaríamos nós reconectados. Como se nada tivesse acontecido.

Você sempre soube do poder que exercia sobre mim. Apenas não contou com a possibilidade de eu não deixá-lo exercer mais. E quando o fiz, não foi capaz de sustentar seu amor eterno por mim. Eu sei de tudo isso...

E aqui estou eu vivendo. E mesmo assim pensando naquele momento em que te disse: eu te amo sim, mas não te quero mais.

Penso se realmente não quero mais. Aguardo ansiosamente pelo dia em que cabeça e coração retomarão o compasso.

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