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Solidão;

A casa vazia pra ela é sinônimo de companhia. É dividir a cama e o amor com quem diariamente ela já divide a vida. Mas não hoje. Hoje ela chegou em casa sozinha e sem ter com quem conversar, a menina entrou em seu quarto e se aprontou para o sono. Deitada na cama e sem perspectivas de que as pálpebras se fechassem, deixou-se levar pelo pensamento. Neste momento tão inteira em si mesma, ela descobriu não saber o que pensar sobre si, posto que até da própria solidão a menina conseguia fugir.

reticências.

Saudade, reticências. Essa é a constante. Porque independente da condição física, a saudade está sempre aqui. Uma saudade indiscreta da cara de noites mal-dormidas que ele apresenta pelas manhãs. E por não dormirem juntos a maioria das noites, a noite já cai farta de si. E ela fica toda chorosa, amaldiçoando a nostalgia, de saudade pela saudade. É pelo gostar do aperto no peito da distância e das borboletas no estômago dos minutos que precedem o reencontro. Um amor adolescente, ele poderia pensar consigo mesmo. Que ser humano não desejaria a maturidade dos sentimentos e a conseqüente estabilidade da qual vem acompanhada? Ela diz que não. Ela não quer. Não espera do cotidiano dias de equilibro em que se come e se bebe e se vive sem a perturbação da febre que a consome todas as vezes em que pensa nele. Como quando ela sai pra correr e bate aquele aperto, aquele mal-estar, e então só precisa se lembrar que deve respirar corretamente, controlar os batimentos cardíacos e tudo volta a...